segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Publicidades engordativas

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
 
Quem nunca se pegou admirando a beleza de uma pizza ou de um lindo sanduíche durante uma propaganda comercial ou outdoor.... Ainda mais por que essa propaganda geralmente vem atrelada a imagens de pessoas felizes comendo sanduíches suculentos, coloridos... Hum... se a gente fica de água na boca, imagine as crianças.
A comodidade proporcionada pelos alimentos industrializados tem debilitado nossa saúde física e até mental.  Pesquisas têm demonstrado que “junk foods” ou alimentos não saudáveis causam compulsão alimentar e podem até viciar.
A indústria de alimentícia está cada  vez mais empenhada em criar alimentos saborosos que vendam muito e tragam lucratividade. Baseado na “falta de tempo” para cozinhar, as empresas vêm  lançando produtos cada vez mais práticos e de rápido preparo.  Entretanto, os alimentos que temos à disposição nas prateleiras dos  supermercados além de serem ricos em açúcar, sal e gorduras, estão “bombados” de aditivos alimentares
 
Os aditivos alimentares são substâncias produzidas em sua maioria artificialmente para conferirem sabor, cor, textura, estabilidade e durabilidade aos produtos alimentícios. A problemática é a seguinte: os alimentos ricos em aditivos alimentares alteram a sensibilidade das papilas gustativas promovendo o vício, e é por este motivo que tem-se a impressão de que alimentos naturais não tem sabor.  
Com o tempo a quantidade de sal, açúcar e gordura presente nos alimentos já não é mais percebida pelas papilas gustativas e então será necessário acrescentar mais sal, mais açúcar, além de temperos prontos, catchup, mostarda, maionese e uma infinidade de produtos que aumentam palatabilidade dos alimentos.
A dificuldade de percepção do sabor é  reforçada ainda pela deficiência na mastigação, o ato de saborear e degustar foi abolido. As pessoas acostumaram-se a engolir a comida o mais rápido possível para voltar ao trabalho e, em alguns casos, por simples hábito. Certamente, não é por acaso que as porções dos lanches são cada vez maiores, mastiga-se rápido, come-se mais. 
Come-se mais porque também foi perdido o reflexo de saciedade produzido através da mastigação e com a pressa não se ouve o corpo e a “plenitude” é detectada quando o botão da causa já está mais do que apertado. 
Os danos causados pelos aditivos alimentares não se encerram na boca. Algumas substâncias como o glutamato monossódico (aginomoto) chegam até o cérebro  e estimulam a compulsão alimentar. A publicidade somente confirma   É impossível comer um só”. 
 
A população tornou-se refém da indústria  do “fast food” e as consequências no peso corporal são nítidas, pesquisa divulgada recentemente pelo IBGE mostra que 50,1% dos homens e 48% das mulheres brasileiras estão acima do peso na população adulta acima de 20 anos de idade .  
Como conseqüência disso O Brasil é o segundo país do mundo em número de obesos mórbidos e cirurgias da obesidade (bariátricas), perdendo apenas para os Estados Unidos. O número chega a 60 mil cirurgias em um ano. O dado é da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM).
Faz-se necessário uma mudança radical dos hábitos alimentares  e do estilo de vida. É preciso conscientizar a população. Emagrecer torna-se um desafio, não por questões estéticas... 
é preciso sim ter um peso saudável, alimentação equilibrada e absorção da prática da atividade física como função vital para a manutenção da saúde.
Paula Souza
Nutricionista CRN8/1989
Graduada pela Universidade Campos de Andrade/Pr
Pós-Graduada em Gerenciamento de Unidade de Alimentação e Nutrição PUC/Pr
Capacitada em Nutrição Clinica pela UFPR
Capacitada pelo RAFCAL (Reeducação Afeto-Cognitiva do Comportamento Alimentar)
Nutricionista Clinica em Espaço Fisiovita
Nutricionista Clinica em Lar de Idosos Jesus Maria José

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